quinta-feira, 22 de novembro de 2007

SOPHIA

O pai me chamou atenção
A mãe, riu do problema
Me foi dada um missão
De lhe fazer um poema

Ele disse que sábia é
Que vem do Espírito Santo
Como tenho muita fé
Me rendi a esse encanto

Imagino cachos dourados
Olhos grandes esverdeados
Curiosos pelo mundo
Ainda não desvendado

Quando a notícia chegou
A todos um pouco, assustou
Mas, agora aliviados
Todos estão enamorados
Na emoção de que um dia
Chegue logo a pequena Sophia

Ela vai revolucionar
Dos seus pais o sono tirar
Todos dois vão aprender
A muitas fraldas trocar

Mas, isso pouco importa
Pois hoje lhes bateu a porta
A notícia de que uma flor
Chegaria com muito amor

Vôvôs, vovós, tios e tias
Grávidos juntos todos ficaram
Como pode um pequeno ser
Com o coração de todos mexer?
E nem sente que mudaram

Já escuto a melodia
Pois desce hoje do céu
Com amor e alegria
Mais um anjo que deixou
Pois, entre eles habitou
Para ser a nossa Sophia

Bem vinda, Sophia!!!!

Silvia Batista.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

GABRIEL CHEGOU

Gabriel chegou!
Um anjo anunciou
Trazendo felicidade!
Ainda retrucou

Os olhos puxou ao pai
O doce, puxou a mãe
Gordinho, cheio de saúde
De personalidade e atitude
Ainda nem andou
Mas, a vida de todos mudou

O coração já bate forte
Os pais nem sabem a sorte
Que a vida lhes pregou

O céu ainda em festa
Com a vinda desse anjo
A todo instante manifesta
Com o canto do arcanjo

Gabriel disse a Maria
Jesus está a caminho
Hoje Gabriel aqui chega
Pra fazer parte desse ninho

Cheio de amor ele será
Trará paz e harmonia
A corações tão conturbados
Ficarão cheios de alegria

Seu sorriso iluminado
Fará diferença nos problemas
Um simples sorriso bastará
Pois todos os sentidos mudarão
Calma e conforto sentirão

Venha Gabriel...venha
Seja bem vindo a este lar
Essa família profundamente te ama
Sem ao menos te encontrar

Na sua chegada muito choro
De alegria, não de tristeza
Já que virá junto a certeza
Finalmente..tudo mudou
Pois hoje...aqui, um anjo chegou.

sábado, 17 de novembro de 2007

LEMBRA.......

Lembra...
Quando o mundo era mais mundo....e a gente era mais gente?
Quando o doce era puxa-puxa...a brincadeira, pega-pega...e o vídeo-game...não estava presente....?
Do olhar ingênuo...da palavra amiga...verdadeira...sem ser interesseira?

Lembra...
Do abraço apertado, da falta de medo de amar....do tempo em que se beijar....
Era apenas...os lábios, encostar....?
E sentir uma emoção....de explodir o coração?
Da falta de intenções ...ou razões para se estar perto ou junto?
Do descompromisso com o futuro....da vontade de rir à toa...por tudo..ou por nada?
Da vontade de comer suspiro...andar de calcinha pela casa....
Comer leite Moça na colher....banana caramelada?
Andar por todo canto sem medo.....pelas ruas circular...
Com a certeza de pra casa voltar?

Lembra....
Dos domingos na igreja...da pipoca quente na saída?
Do filhotinho que chegou....e pra casa trouxe alegria?
Da espera do Natal....do vestido novo afinal....
Tinha ano que presente não tinha...
Mas....diante da alegria que vinha....
Não fazia nenhum mal....

Lembra...
Quando de noite íamos dormir....quatro meninas danadas...
Uma começava a sorrir...e a outra dava logo gargalhadas...

Lembra....
Dos Flinststones, Jerry Lewis, A Feiticeira?
Do Tu Tu Barão, Perdidos no Espaço, Caverna do Dragão?
De Mara Maravilha, Xuxa, Planeta dos Macacos?
Tudo feito com tanto amor....sem nenhum artefatos?

Que pena...tudo se foi....
A cibernética e a fonética....as intenções e marcações...
Os brinquedos...as brincadeiras....
Já não são tão verdadeiras....
Presas e comprometidas...com o preço e com as vendas...
Na memória são esquecidas....

Fica do passado a riqueza
Fica os melhores anos vividos....
Fica nossas vidas partidas....

Penso nos filhos hoje gerados...
Viverão todo o seu tempo encantado
E no futuro também....
Pois, disso não escapa ninguém
Se sentirão “saudosados”....


Silvia Batista

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fostes pra mim.....

O som da gota que ouvi quando caía da folha, naquele inverno....
A brisa que balançou os cachos do cabelo daquela menina.....
O doce que senti....quando coloquei na boca....a bala que me deste
A cor que vi...naquele pássaro tão lindo...livre e solto....
Aquela água que me deixou ver os pés na beira do rio.....
A pele bonita e bronzeada daquele corpo perfeito que vi na praia.....
O cheiro do bolo que acabou de sair do forno...que a vovó fez.....
A sensação gostosa que senti quando dei aquele sorriso na infancia....
A proteção do braço forte de meu pai no seu colo antes de dormir....
O frio na barriga daquela roda-gigante que andei no parque....
A alegria que me tomava nas vitórias dos jogos que participei no colégio....
A mão que congelou quando.....pela primeira vez, um menino quis segurar
O rosto quente...quando um primeiro beijo chegou a minha face
A expectativa que me tomava no final do ano na lista de aprovados na escola
O nervoso de conhecer novos amigos no ano que se iniciava....
A alegria de reencontrar amigos do ano passado.......
A espera de Papai Noel, com a chegada do Natal....
....na simplicidade da minha vida.....existiram tantos momentos inexplicaveis
....na simplicidade da minha vida.....existiram tantos momentos inesquecíveis
Que pena.....não entendestes....
O que senti por ti..... fostes....enfim...igual as sensações de tudo de bom que vivi.

Silvia Batista

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

LUCIANO.....SAUDADES


Uma voz que canta
Nunca vista igual
Que a todos encanta
Com um som fenomenal

Pra completar a natureza
Lhe deu com toda a certeza
O sorriso mais iluminado
Já visto ou presenciado

Sua pele branca e suave
Seus gestos sempre gentis
O olhar de quem ama a vida
Cantando como sempre quis

Ser jogador ele queria
Mas o destino lhe aprontava
E na sua voz lhe colocava
E sempre com muito ardor
Que seria um grande tenor

A sutileza nos seus atos marcantes
Com um lenço nas mãos melodiava
Deixando muitos olhos lacrimejantes
E a todos certamente encantava

Hoje o mundo mais triste acordou
Pois Luciano ...os olhos fechou
Deixando um vazio enorme
Uma sensação de que ...acabou!

Canta tenor, canta
No céu...onde estiveres
Leva teu som, tua fala
Tua doçura, teus afazeres

Deixando saudades ficastes
Um amor inexplicável em nós
Que nem precisamos saber
Apenas ouvir tua voz
E ter a certeza de um dia
Que a tua linda melodia
Jamais sairá de dentro de nós

Silvia Batista

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

ACABOU

Se o toque não arrepia
Nem o abraço alivia
Não entre na utopia
De que ainda há amor

Se o sorriso não traz alegria
Nem ver seu rosto ilumina o dia
Não diga que agüenta a monotonia
De viver sem sentir calor

Se suas palavras não dizem nada
E você se sente parada
Com um vazio ao seu lado
A sensação de não ter tentado
E tudo modificado
Pra viver ainda um grande amor

Se os gestos são tão vazios
Que me faz pensar assim
Que tudo chegou ao fim
Na história de nós dois
Faço então, alguma coisa por mim

A distância que hoje existe
E todo dia insiste
Em afirmar que o tempo levou
O que de mais lindo existiu
Um universo então nasceu
Entre você e eu

Dormir ao seu lado
Hoje não tem mais emoção
O sono fala mais alto
Do que qualquer intenção

Saber que tudo mudou
E o nosso amor acabou
Traz um gosto amargo
Mas, no momento em questão
O melhor é a solidão


Silvia Batista

BEM-TE-VI


Bem-te-vi, bem-te-vi
O pássaro pela manhã canta
E aos meus ouvidos encanta
Que nem preparados estão
Para ouvir sua canção

Bem-te-vi, bem-te-vi
Fico a escutar
E a me questionar...
Por que cantas tão alto? Tão cedo?
Ó pássaro delicado?

Bem-te-vi, bem-te-vi
A natureza não cala
E o animal continua sua fala
Em círculos faz sua jornada
Seus vôos extremos e rasantes
Num som tão delirante
Brindando toda a manhã

Imagino então em meu mundo
Por onde andastes pequeno
De longe ainda te escuto
Transformando um simples momento
Em algo extremamente puro

Passando por várias cidades
Já fostes a tantos lugares
E hoje encantas aqui
Me sinto privilegiado
De hoje ter te encontrado
E com teu som ter me acordado

Bem-te-vi, bem-te-vi
Agradeço à natureza
Ao Pai, que proporcionou sua beleza
E me deixar testemunhar
Toda a sua presteza

Vai livre meu Bem-te-vi
Continua os teus caminhos
Contagia outros amigos
Com tua alegria de existir


Silvia Batista

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A LÍNGUA DO AMOR


A língua do amor é aquela que não fala
Cala...na hora da dor
A língua do amor é aquela que não toca
Sente.....não sufoca.
Lágrima que escorre...
De alegria, felicidade
Ou simplesmente saudade

A língua do amor é aquela que não diz
Aprende...
Saudade de segundos
Sorrisos, gestos
Complexos.....
Não domina...apenas ensina

Coração que dispara
Pensamento de uma beleza rara
Que não precisa ser bonito, estético
E muitas vezes, te faz...patético
Mas, não por insensatez
E sim... por amar sem lucidez....

Sentimento sem explicação
Todos falam: “Vem do coração”
Mas, do órgão não....
Da alma...que de tranqüila e calma
Transforma em picante, delirante....

A língua do amor é universal
Inglês, Francês....ou Português
Todos sabem que é viral
Te pega...te faz cortês
Deixa de cama
Suor no corpo
Frio na espinha...
Mãos geladas....
É uma cilada?

Não...ela é vital
Abre caminhos
Sonhos....desalinhos
Te faz vivo, cheio de loucuras
Por prazer.... e por fissuras
Às vezes....amarguras

Mas o que mais importa
É que basta um minuto
Alguém batendo à porta
Para que a felicidade
Aquela tão querida
Dure um minuto de eternidade

Eu fico então a pensar
Eterno...não é o amor
Eterna..é a capacidade de amar.
De esperar.......

Silvia Batista

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

PAI


Quando criança acordava
De noite ao despertar
Eu sempre me perguntava
“Onde ele pode estar?”

De dia...te procurava
Muitas vezes...não encontrava
E novamente me perguntava:
Se me serve de consolo
Um minuto em seu colo
“Porque você tem que viajar?”

A inocência não deixava
Que eu visse a verdade
De um pai que se esforçava
Pela família com dignidade

Noites frias e perigosas
Pela estrada ele seguia
Mal dormia e contra o tempo
Toda hora ele corria

No momentos importantes
Sua ausência me marcava
Porque sempre se preocupava
Em cumprir com a obrigação
E razão sempre falava
Mais alto que o coração

Um dia, na minha escola
O meu jogo foi assistir
Fiz questão de falar a todos
Que meu pai estava ali

Joguei com muito esforço
Pois não queria fazer feio
E no seu sorriso e aplauso
Toda a satisfação veio

Hoje fico orgulhosa
Me sinto até....premiada
De ter um pai tão diferente
Pois era da distância que ele ficava
Que nada faltava pra gente

Te amo meu pai querido
Com toda a força do coração
Hoje sua ausência faz todo o sentido
Seu esforço, sua dedicação
Pois seus cinco filhos criados
Foram surpreendentemente amados
Muito além da compreensão

Silvia Batista

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O BARULHO DE UMA LÁGRIMA

O barulho de uma lágrima
Traduz a dor de um coração
Que machucado se encontrava
Por uma covarde traição

O barulho de uma lágrima
Som ensurdecedor
Só escuta o pensamento
De quem perdeu um grande amor

O silêncio que me cerca
Faz barulho no meu ser
Um corpo que não se aquieta
Magoado pelo viver

Confiança despedaçada
Atitudes impensadas
Por um minuto de prazer

Porém, o amor que é verdadeiro
Nunca será traiçoeiro
Iludido, aturdido ou apenas...encrenqueiro

Será amável, companheiro
Trará luz e toda verdade
Doce, puro feito mel
Com sabor de felicidade
Levando-me até o céu

Aquele rosto que te encantou
Uma noite só durou
E por meu amor não ter valorizado
Talvez você fique frustrado

E como já dizia minha avó
Sabiamente em suas preces
Quando a cabeça não pensa
É o corpo quem padece....


Silvia Batista.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

VÔO 3054

Longe de casa todos estavam
Com saudades e alegria
Para casa eles voltavam

Um viagem bem tranqüila
Sem perturbações nem contratempos
Afinal...era mais um dia
Igual para muitos.....a outros momentos

O co-piloto experiente, o piloto ainda mais
Não imaginavam que em poucas horas
O futuro chegaria
Com tanta dor e sofrimento
E num sopro os levaria

A tragédia aconteceu
Um barulho enorme veio
A noite se fez dia
E o dia anoiteceu

Autoridades imparciais
E a culpa não chegou
Um acusa o outro
O outro se esquivou
Responsabilidade sobre vidas
Nenhum órgão cogitou

Famílias foram cortadas ao meio
Lágrimas, gritos de dor
Nenhuma explicação veio
E a lista de passageiros
Com muita falta de respeito
A Empresa não entregou

Tantas horas se passaram
E a tragédia noticiada
Homens, mulheres e crianças
A imprensa escrita e falada
Suas mortes anunciava

O dia seguinte amanheceu
Todos chocados pelo golpe
De nunca mais ver seus amados
O país ainda revoltado
Por na verdade com inocentes
Um país inteiro ter falhado

Se algo pudesse ser feito
Se algo pudesse mudar
Mas, as vidas já se foram
Esse fato não se pode negar

Que ao menos sirva de lição
Tantas vidas desperdiçadas
Futuros de muitos interrompidos
E para que ao menos se faça sentido
Esperamos punição

Silvia Batista

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

FELICIDADE

Sinto que o tempo passou
O olhar daquela criança também
Mas, o que ficou?
Aflição, dor, ou desalento
Quanto lamento

Sinto que estou aqui
Mas, é a mente
Ou apenas o corpo?
Que desconforto....

No sorriso de uma criança
Há inocência pura
E nos gestos mais inesperados
Um beijo no rosto
Um abraço apertado

Sentimento...palavra que pode significar tudo
Ou um momento
De amor.....ou sofrimento
Quem sabe?

O que se busca na verdade
É a completa felicidade
Mas, é utopia...fantasia?
Ou ainda um estado real
Não me leve a mal

Não duvido em ser feliz
Acredito na felicidade
Mas....não na completa
Apenas... na incerta
Que hoje vem, te enche os olhos
E amanhã te parte o coração
Pois é ilusão
Acreditar no merecimento
De um pleno sentimento
Que pelo pouco que fica
Te enche de emoção.


Silvia Batista

segunda-feira, 30 de julho de 2007

RECOMEÇO

Se era pra ser assim
Porque dizer que me amava
Dizer que me adorava?

Se era pra ser assim...
E esquecer do passado
Viver ao meu lado
Como se não tivesse fim

Palavras erradas
Ações oprimidas....

Um sonho inacabado
Frustrado!

Agora o recomeço
Um novo endereço
Afinal...se foi o peso
Sensação de limpeza
Viver a vida e sua beleza

Com olhos enxutos...
Sem lágrimas nem dor
Esperando sentir
Novamente o amor

Silvia Batista

Nossa Senhora do Silêncio



Trabalho em Tela - Acrílico sobre Tela.
Vendido.

Maternidade


Trabalho em Painel - Acrílico sobre Tela.
À venda - R$ 350,00 - à vista com 10% de desconto ou em 2x de 175,00.

Por do Sol


Trabalho em Tela - Acrílico sobre Tela.
À Venda - R$ 250,00 à vista com 10% de desconto ou em 2x de 125,00.

Final de Tarde no Interior


Trabalho Tipo Painel - Acrílico sobre Tela.
À Venda - Preço - R$ 350,00 com desconto de 10% à vista ou em 2x de 175,00.

MÃE


Ela é a própria vida
Jamais será esquecida
Pelo amor que dedicou
Nove meses de espera
Com carinho e com cautela
Uma criança ela gerou

Me manteve em segurança
Nunca perdendo a esperança
Todo amor me dedicou
Seus olhos lacrimejaram
Quando em mim se colocaram
No segundo em que nasci

Muitas vezes em sua fala
Docemente me explicava
O que nunca entendi

Tanta dor e sofrimento
Que vieram com o tempo
Ela sempre superou

E por mais difíceis que fossem
O problema, o desalento
A mim nunca abandonou
Falava que o meu sorriso
Iluminava e dava sentido
A luta que abraçou

Nas noites febris de cama
Com toda a disposição
Sentava ao meu lado à noite
E segurava a minha mão

Hoje pra mim faz sentido
Àquele amor desprovido
Dedicado àquele ser....

Já que tenho em meu ventre
O fruto, uma semente
Cujo amor não se explica
Ele vem ...te modifica
E toma conta de você

Obrigado mãe querida
Fui tudo em sua vida
Até hoje não deixei de ser

Agora vou dedicar
Todo amor que recebi
Pois aprendi a amar
Desde o instante em que nasci.
Silvia Batista.

MULHER


Você é minha maçã
Cheirosa, amável e formosa
Acordo sempre com um beijo
Ao passo de cada manhã

Você é minha maçã
Suculenta, consistente e gostosa
Parece que cheira a rosas
Tão doce que parece mel
Causa ciúmes e dores
A lua, ao sol e as flores
Até as estrelas no céu

Formosura da natureza
Com seios em forma de pêra
A boca carnuda e macia
Com gestos de delicadeza
Nem sabe que é uma rainha

Sensível e obstinada
Consegue sempre o que quer
Não brigo com a natureza
Pois, sei que com toda a certeza
Te fez simplesmente ...mulher!


Silvia Batista

MEU VALOR


Se o sol eu fosse
E ninguém me visse
De que adiantaria eu nascer?

Se me transformasse
Numa flor bela e cheirosa
E seus olhos eu não enchesse
Nem olfato agradasse
Que virtude teria de ser?

Se conhecimento tivesse
E de tudo soubesse
Mas, não compartilhasse
Que graça teria saber?

Se recordes eu quebrasse
Pelo mundo viajasse
Mas, solitária fosse
E para compartilhar as vitórias
Sozinha me encontrasse
Que sabor poderia ter?

Prefiro recorrer a insignificância
De uma pessoa comum
Onde com todos convivo
Troco emoções e sentido
Em ser apenas mais um

Amada e rodeada
Por ser simplesmente o que sou
Posso não significar nada
Para quem na minha vida já passou

Não há espetáculo, sem seu espectador
Mas, para quem fica
E em mim acredita
Sou fonte de muito amor.


Silvia Batista

SE.....


Se amanhecesse
E o que eu desejo, acontecesse

Se...num gesto interrompido
Naquele beijo tão querido
Tudo tivesse acontecido

Se você soubesse
Como me aquece, pensar em ti

Se minha voz não calasse
Toda vez que o impasse
De meus olhos nos teus
Minha face não queimasse

Se...nada importasse
A alegria chegasse
E meus sonhos realizasse

Se minha boca saciasse
Com o gosto do teu sexo
Unindo o côncavo e o convexo
E num só corpo se transformasse

Se apenas palavras não fossem
E atitudes virassem
A realidade simulasse
Todo esse meu querer

Ah, se amanhecesse
E o que mais desejo
Simplesmente....acontecesse.


Silvia Batista