quinta-feira, 9 de agosto de 2007

PAI


Quando criança acordava
De noite ao despertar
Eu sempre me perguntava
“Onde ele pode estar?”

De dia...te procurava
Muitas vezes...não encontrava
E novamente me perguntava:
Se me serve de consolo
Um minuto em seu colo
“Porque você tem que viajar?”

A inocência não deixava
Que eu visse a verdade
De um pai que se esforçava
Pela família com dignidade

Noites frias e perigosas
Pela estrada ele seguia
Mal dormia e contra o tempo
Toda hora ele corria

No momentos importantes
Sua ausência me marcava
Porque sempre se preocupava
Em cumprir com a obrigação
E razão sempre falava
Mais alto que o coração

Um dia, na minha escola
O meu jogo foi assistir
Fiz questão de falar a todos
Que meu pai estava ali

Joguei com muito esforço
Pois não queria fazer feio
E no seu sorriso e aplauso
Toda a satisfação veio

Hoje fico orgulhosa
Me sinto até....premiada
De ter um pai tão diferente
Pois era da distância que ele ficava
Que nada faltava pra gente

Te amo meu pai querido
Com toda a força do coração
Hoje sua ausência faz todo o sentido
Seu esforço, sua dedicação
Pois seus cinco filhos criados
Foram surpreendentemente amados
Muito além da compreensão

Silvia Batista

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